sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
DE VOLTA...
Na semana de 30 de Novembro a 4 de Dezembro acontecem as maravilhosas entrevistas com a direcção, e no dia 5 e 6 o workshop que serve de audição para escolha dos candidatos.
O curso é composto por formação nas áreas de técnicas de voz, interpretação e movimento e culmina com a produção de um espectáculo e consequente carreira.
Ainda esta semana colocamos aqui a informação oficial e mais bonita. De qualquer maneira, podem contactar para informações e marcações para o nosso mail, tupporto@gmail.com e para os números 91 91 45 784 e 96 55 03 929.
E rapidinho, se fazem favor. E se quiserem divulgar...
sexta-feira, 3 de Abril de 2009
HISTÓRIA ANTIGA...
O mail reza assim:
A razão? Muito simples. O FATAL - Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa deve ser o único festival de teatro no mundo a escolher os grupos participantes pelos ensaios das respectivas peças. Sim, leram bem. O principal critério de escolha é um ensaio que pode muito bem não representar rigorosamente nada da peça em questão. De nada valeu explicar à organização que nos era impossível realizar um ensaio de propósito para ser assistido de um espectáculo que já tinha estado em cena e que inclusive já tinha participado no maior festival europeu de teatro universitário, em Liége. Festival para o qual, aliás, não tivemos de realizar nenhum ensaio extra...
O pior disto tudo é que no mail enviado, e do qual publiquei uma parte, não são apresentadas as razões para a não selecção do nosso trabalho. E compreende-se bem porquê. Ontem ao telefone diziam-nos que o TUP não havia sido escolhido precisamente pela falta do tal ensaio e que nem sequer tinham visionado o vídeo da peça por nós enviado. Exacto, eles tinham o vídeo do espectáculo na integra para poderem tirar todas as conclusões possíveis. Mas nem sequer o viram.
Pergunta: não será melhor o vídeo de um espectáculo do que um ensaio que não significa a garantia de um produto final? Os senhores do Fatal acham que não. Sinceramente? Tudo isto cheira a casmurrice infantil de quem quer, pode e manda. Conclusões? Muito fácil, o TUP agora também já se pode queixar de que o seu trabalho é reconhecido no estrangeiro e desprezado no seu próprio país, e a organização de um festival de teatro em Portugal recusa trabalhos feitos, prontos a mostrar por falta de um ensaio e porque não se dignou a ver o espectáculo no conforto do lar, mas consegue ocupar espaço na programação com quatro grupos estrangeiros dos quais deve ter visto muitos ensaios.
É triste.
segunda-feira, 23 de Março de 2009
ACTUALIZAÇÃO
- Aproxima-se uma nova apresentação do espectáculo "RECUPERADOS" desta feita em Felgueiras. À partida será no próximo dia 2 de Abril, mas ainda aguardamos por essa confirmação.
- O edifício do TUP, ao mesmo tempo sede, local de trabalho e espécie de museu improvisado continua a ruir aos bocadinhos. Continua também a total inércia de uma reitoria que nos apoia apenas em teoria mas que não se digna sequer a responder às nossas consecutivas solicitações de reunião. O comportamente é o mesmo de um senhorio que não se mexe para nada na expectativa de que os moradores se ponham a andar...
- Já se programa o próximo curso de introdução ao teatro, a ter lugar nos primeiros dias de 2010. Estão escolhidos os responsáveis pelas aulas e pela encenação final, falta apenas saber se vamos ter uma sala condigna para receber os interessados.
- Continuamos à procura de reunir condições para participar em outros festivais europeus de teatro universitário e para dar continuidade aos convites de intercâmbio de experiências. Seria interessante viajar até à Croácia para trabalhar com as amigas feitas em Liége e um orgulho poder recebê-las cá para o mesmo efeito.
- Entretanto mais uma prova de que a nossa participação no RITU deste ano deixou marcas nas pessoas que nos acompanharam durante uma semana. O pedido de uma das responsáveis pela organização do festival para estagiar no TUP durante seis meses orgulha-nos e entusiasma-nos.
quinta-feira, 5 de Março de 2009
RITU - Fevereiro 2009

Todos os envolvidos no espectáculo RECUPERADOS sempre fizeram questão de defender o trabalho com unhas e dentes. A certeza de que era de facto um bom espectáculo, e a reacção da generalidade do público aquando da sua carreira na Fundação Escultor José Rodrigues, deixaram-nos totalmente tranquilos e confiantes para a experiência no festival internacional de teatro universitário em Liége.Ainda assim...
Nada nos havia preparado para a impressionante reacção de um público que, mesmo sem perceber uma vírgula do nosso
texto, riu, aplaudiu - e com certeza ficou com um inevitável nó na garganta - e gritou nas alturas certas, no timing exacto. O nosso maior receio, a barreira linguística, foi absolutamente arrasado pela força do poder de comunicação, e subitamente marroquinos, tunisinos, ingleses, croatas, colombianos, chilenos, canadianos, camaronenses, alemães e belgas estavam connosco no palco e falavam a mesma língua. Não estavamos sinceramente à espera.Que os problemas técnicos resultantes da falta de preparação de uma organização demasiado confiante serviram para nos colocar a todos em sentido e dar ainda mais e com mais força
que se viu em Liége e que é impossível de colocar em palavras
Agora a tentativa é repetir a experiência o quanto antes; aproveitar esta família, este amor que nos une, este entendimento e esta vontade de estarmos juntos, dentro e fora do palco, e fazer mais. Muito mais.quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
RECUPERADOS ON THE ROAD
Fotografia: Constança Carvalho Homem
sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Recuperados.
(em exibição de 21 a 31 de Janeiro na Fundação José Rodrigues)
fotografias de
Constança Carvalho Homem ©
quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
ESTREIA: "Recuperados"

de 21 a 31 de Janeiro na Fundação José Rodrigues
sinopse:
Uma reprimenda do pai. Uma chamada de atenção da professora ou do patrão. Uma pergunta incómoda. Ainda me amas? Tiveste saudades minhas? Estás sozinho? Inventamos constantemente palavras para esconder o que desejamos realmente dizer. Mantemos escondido um eu que não queremos apresentar a ninguém. Guardamos no armário uma personalidade para cada dia da semana que vestimos para poder sair de casa. Desenvolvemos a arte da invisibilidade: não vermos os outros e não sermos vistos.
Recuperados conta-nos as palavras que são caladas antes de serem ditas. Mostra-nos os fantasmas que dormem à porta da nossa casa, homens e mulheres que se suicidam em vida, os invisíveis que viajam connosco nos autocarros, que estão ao nosso lado no balcão de um café e que passam por nós na rua. Mostra-nos que na realidade estamos todos sozinhos. Que atravessamos a vida com os ombros encolhidos.
Recuperados é o espaço onde podemos ouvir as palavras que ficam por dizer. Onde vemos as pessoas que não queremos ver e que nunca querem ser vistas. Pessoas feitas de sombras, leves como o ar, transparentes e reais.
"Recuperados"
Encenação: António Júlio
Assistência de Encenação: Loreto Martínez Troncoso
Dramaturgia: António Júlio, Loreto Martínez Troncoso
Banda Sonora: Miaketak
Cenografia e figurinos: Rute Moreda
Desenho de Luz: José Nuno Lima
Textos: António Silva, Cristina Teiga, Daniel Viana, Eduarda Mano, Helena Marinho, Milene Silva, Miguel Lemos, Nuno Matos
Interpretação: António Silva, Daniel Viana, Eduarda Mano, Helena Marinho, Milene Silva, Miguel Lemos, Nuno Matos
Operação de Luz: Silvana Alves
Montagem de Luz: Eduardo Abdala
Direcção Técnica: Manuel Pereira
Produção: Gonçalo Gregório, Joana Martinho
Design Gráfico: Emanuel Santos
segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Artigo sobre os 60 anos do TUP no Público
Luís Lima
(tirado daqui)
Velhos e novos sócios do TUP reuniram-se na cerimónia de comemoração dos 60 anos da histórica companhia portuense, que reivindica ser a mais antiga na cidade do Porto
Eles ainda se lembram muito bem. Guardam, há décadas, fotografias e velhos programas de espectáculos. Anteontem, deslocaram-se ao Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto para recordar o passado e comemorar o 60º aniversário do Teatro Universitário do Porto (TUP), companhia que reivindica ser a mais antiga do Porto. Foram largas dezenas de antigos sócios, que se juntaram aos mais novos à volta de um amor comum: o teatro académico. E ainda houve tempo para a apresentação de um pequeno trecho da peça Recuperados, que o TUP vai levar a cena, de 21 a 31 de Janeiro, na Fundação José Rodrigues.
Maria Luísa Almeida já não está certa da idade que tem. "Tens 76", ajuda um velho amigo, ali ao lado. Mas Maria Luísa ainda se lembra de muita coisa. Recorda, sem necessitar de auxílio, as inúmeras peças que protagonizou, algumas delas há mais de 50 anos. "Ainda tenho comigo os programas, com dedicatórias de rapazes. Na altura, não diziam banalidades", conta a antiga actriz do TUP. "Eles diziam coisas para nos impressionar, mas não me lembro de ficar muito entusiasmada", acrescenta, segura.
"Ela tinha a melhor voz do teatro em Portugal", garante o tal amigo. E revela: "Um dia, a Amélia Rei Colaço e a Palmira Bastos quiseram raptá-la e levá-la para o Teatro Nacional". Uma revelação até para a própria Maria Luísa, que, assegura, não sabia de nada.
Instalações em mau estado
Entre os antigos sócios e colaboradores do TUP, está também Carlos Fragateiro, até há bem pouco tempo director do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Tal como Maria Luísa, também Carlos Fragateiro guarda bem fresca na memória a intensa experiência vivida no TUP, essencialmente na década de 70'. "Estávamos na vanguarda do teatro em Portugal. Era um teatro radical, que existia numa altura de grande censura", afirma. "Foi um espaço de liberdade e de consciencialização de toda uma geração", resume o encenador portuense, para quem a renovação do teatro português e a emersão do teatro independente passaram muito pelos tempos áureos do TUP. "Conseguiu-se, naquela época, abrir uma corrente de ar de renovação, e está agora na altura de voltar a haver essa renovação", opina.
Segundo o seu presidente, Gonçalo Gregório, o Teatro Universitário do Porto vive hoje muito à custa de subsídios dados pela Fundação Calouste Gulbenkian e de uma "pequena renda mensal" que a UP oferece. Contudo, diz o responsável, o espaço que a Reitoria disponibiliza para os ensaios já não tem condições para ser utilizado. "Estamos em negociações com a Universidade e, segundo julgo, é intenção deles oferecer-nos outro sítio. Mas, até lá, podiam, pelo menos, arranjar o telhado, porque, com o mau tempo, entra água e temos figurinos e outros materiais que estão em risco", sublinha Gonçalo Gregório, sobre as instalações situadas na Travessa de Cedofeita, bem no coração da cidade.
O Teatro Universitário do Porto nasceu a 13 de Dezembro de 1948, fundado por um grupo de estudantes da Universidade do Porto, sob a batuta de um professor da Faculdade de Medicina, de nome Hernâni Monteiro. Ao longo de seis décadas, a companhia - inicialmente designada Teatro Clássico Universitário do Porto - serviu de trampolim a dezenas de actores, encenadores e outros colaboradores, como a actriz e, mais tarde, deputada, Manuela Melo, ou o escultor José Rodrigues, sem esquecer o actor Óscar Branco, o encenador António Pedro e o actor Mário Viegas, entre muitos outros.
